quinta-feira, 13 de agosto de 2009

voltando e tentando comentar a mais nova guerra midiática: globo versus record


Mentira.

Não tô com muito ânimo em comentar o que já patente... eu só queria compartilhar o que eu acho que resume o chiste de todo esse incidente:

Eis que no blog do Edir Macedo, no post titulado "resposta ao fogo ardente" (rs) um nobre fiel resolve comentar:

"Boa noite Bispo, esse pessoal da globo é tão cara de pau, que no jornal nacional de ontem, depois de falarem aquele monte de mentiras, colocaram a jornalista que dá a previsão do tempo vestindo uma saia bem longa, sendo que ela sempre usa calça, só para ganhar a simpatia de outras denominações evengélicas e depois noticiaram o aniverversário da Igreja Presbiteriana outro fato inusitado. Estou na presença de Deus a 14 anos e sou membro com muito orgulho da Igreja Universal no Bairro de Santana SP"

Sem mais.

domingo, 19 de abril de 2009

1, 2, 3 o maniaco da faca vai te pegar

Aqui em Niterói aconteceu um fato inusitado. Inventou-se um serial killer que esfaqueia pessoas em plena luz do dia, assim, sem muito motivo aparente, como é de costume aos psicopatas típicos. O nome: o “Maníaco da Faca". A excitação de ter um assassino em série na cidade despertou ânimos e curiosidades mórbidas. Daí surgiram várias versões do caso, como se já houvesse vários feridos (uns diziam umas três vítimas, outros cinco, outros mil). Espalhou-se tanto pelo boca-a-boca, quanto pela internet, chegando a virar correntes de email, junto daqueles “não coloque alumínio no microondas” ou “Samara morreu num arame farpado e se você não reenviar esse email para 17 pessoas ela vai aparecer no seu espelho e comer seu cérebro”. A verdade: foi apenas um caso isolado, numa tentativa de assalto à um comerciante.
Não sabia que em pleno século XXI, esses tipos de lendas urbanas permaneceriam. Hoje temos contato com a informação "oficial" de forma tão íntima que se deixar levar pelo que "as pessoas comuns" dizem me parecia praticamente extinto. O engraçado dessa história é que a cultura oral demonstrou permanecer ainda prioritária na sociedade e a confirmação de que o medo de uma classe média atormentada (o acontecimento surgiu em Icaraí, Zona Sul da cidade), que hoje não reconhece mais um vilão, atingiu a níveis inimagináveis a ponto de se fabricar e acreditar num psicopata fictício.

domingo, 29 de março de 2009

princípio do prazer

Da coluna do Ancelmo Góis de 28 de março:

"AMIGOS DO GUIMARÃES

Quinta, no voo JJ 3158 da TAM, que decolou do Rio para Recife às 22h15, três jovens que pareciam de classe alta, na maior algazarra, cantavam em inglês, iam e voltavam do banheiro e bebiam sem parar vodca Absolut.
A cada rodada da bebida, gritavam: “Tô muito crazy (louco), baby!” Os passageiros foram perdendo a paciência.

NÃO DEU OUTRA...
No pouso, os três foram recebidos por dois policiais federais. Alterados, repetiam na hora da prisão: “Relaxa, baby! Somos amigos do Guimarães!”. Guimarães é o... não sei."

...

Hahahahahaha. Adorei!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

One’s-Self I Sing

ONE’S-SELF I SING—a simple, separate Person;
Yet utter the word Democratic, the word En-masse.

Of Physiology from top to toe I sing;
Not physiognomy alone, nor brain alone, is worthy for the muse—I say the Form complete is worthier far;
The Female equally with the male I sing.

Of Life immense in passion, pulse, and power,
Cheerful—for freest action form’d, under the laws divine,
The Modern Man I sing.

...

O próprio ser simples eu canto, a pessoa separada;
Embora pronuncie a palavra Democrático, a palavra Massas.
A Fisiologia da cabeça aos pés eu canto;
Nem só a fisionomia, nem apenas o cérebro merecem a Musa - Digo que a Forma completa a merece mais;
A Fêmea e o macho por igual eu canto;
A vida vasta de paixão, pulso e poder,
Contente para a mais livre ação, sujeito as leis divinas,
O Homem Moderno eu canto.

Walt Whitman (1819-1892)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

um blog

Quanta pretensão há no ato de fazer um?

Da até um pouco de vergonha. Uma vaidade disfarçada de vontade de ser (re)conhecido por delirantes opiniões transvestidas de verdades. "Ah, eu acho isso. Eu acho aquilo. Oi, eu tô aqui. Eu existo". Mas a gente tá nessa, né? Não tem como fugir.
Da minha parte, eu quero mesmo extravassar alguma coisa que eu acho especial. Parece meio óbvio, mas nem se é isso que eu quero mesmo. Nem sei se o que eu vou escrever aqui. Nem sei se essa aventura vai continuar. É bom que continue?

...

Pois. O nome não podia ser mais propício. Reticências são minhas pontuações favoritas. Esses pequenos pontinhos meticulosamente consecutivos que significam tanta coisa como também acabam por não significar coisa alguma.
Acho que esse é o espírito disso aqui. Essa coisa meio Heideggeriana de quinta. Sei lá...