Aqui em Niterói aconteceu um fato inusitado. Inventou-se um serial killer que esfaqueia pessoas em plena luz do dia, assim, sem muito motivo aparente, como é de costume aos psicopatas típicos. O nome: o “Maníaco da Faca". A excitação de ter um assassino em série na cidade despertou ânimos e curiosidades mórbidas. Daí surgiram várias versões do caso, como se já houvesse vários feridos (uns diziam umas três vítimas, outros cinco, outros mil). Espalhou-se tanto pelo boca-a-boca, quanto pela internet, chegando a virar correntes de email, junto daqueles “não coloque alumínio no microondas” ou “Samara morreu num arame farpado e se você não reenviar esse email para 17 pessoas ela vai aparecer no seu espelho e comer seu cérebro”. A verdade: foi apenas um caso isolado, numa tentativa de assalto à um comerciante.
Não sabia que em pleno século XXI, esses tipos de lendas urbanas permaneceriam. Hoje temos contato com a informação "oficial" de forma tão íntima que se deixar levar pelo que "as pessoas comuns" dizem me parecia praticamente extinto. O engraçado dessa história é que a cultura oral demonstrou permanecer ainda prioritária na sociedade e a confirmação de que o medo de uma classe média atormentada (o acontecimento surgiu em Icaraí, Zona Sul da cidade), que hoje não reconhece mais um vilão, atingiu a níveis inimagináveis a ponto de se fabricar e acreditar num psicopata fictício.
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